segunda-feira, 2 de setembro de 2013

RESENHA | Divergente (Veronica Roth)

Título no Brasil: Divergente (2012)
Título Original: Divergent (2011)
Tradutora: Lucas Peterson
Autor: Veronica Roth
Edição: 1ª
Número de Páginas: 504
Editora: Editora Rocco Jovens Leitores
ISBN: 9788579801310


SINOPSE: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Book Trailer Original
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Crédito da Legenda: Divergente Brasil

MINHA LEITURA DO LIVRO: O primeiro volume dessa trilogia criada por Veronica Roth é repleto de suspense, atitude e até um pouco de drama. O mundo se fragmentou em cinco facções baseadas em valores: Abnegação (Altruísmo), Amizade (Paz), Audácia (Coragem), Franqueza (Honestidade) e Erudição (Inteligência). A Chicago distópica tem seu equilíbrio baseado na cooperação dos membros dessas facções. Aqueles que não se enquadram numa das cinco facções são párias, marginalizados por essa sociedade. 
Beatrice Prior (Tris ), que é narradora e protagonista principal do livro, não se encaixa em um padrão único. Tendo crescido na Abnegação, ela tentava esconder o desconforto e viver de acordo com as expectativas de seus pais, sabendo em seu íntimo que não pertencia àquela facção. Mas quando os resultados de seu teste de aptidão dão inconclusivos e ela é alertada de que possui características de três facções diferentes, Tris se vê como um alvo para uma sociedade que ela de fato desconhece e da qual deve manter oculto o fato de ser Divergente.
Esse primeiro livro gira em torno de sua decisão de se tornar uma novata da Audácia, optando por deixar sua família e tudo aquilo que lhe é conhecido até então. O que para ser sincera torna a leitura um pouco arrastada até a guria tomar a 'tão surpreendente e inesperada' decisão. Uma vez que esse passo é dado o livro se torna muito mais interessante. Ela confronta seus medos e descobre seus próprios desejos com a ajuda de seu instrutor, Tobias (codinome Four). Ela faz amizade com Christina, Will e Al, novatos que também são transferidos de outras facções. 
Há todo um processo com treinamentos exaustivos e testes rigorosos para que ocorra a iniciação dos novatos na Audácia. Falhar num dos estágios de iniciação é um temor constante e a pressão é bem doentia. Tris aprende o que significa ser Divergente e como isso a coloca numa posição crítica ao mesmo tempo em que ela desenterra a obscura realidade escondida nas outras facções, como uma guerra sendo fabricada bem debaixo do nariz de todos.
Narrado por Tris no tempo presente, é fácil estabelecer conexões com a personagem e entendê-la o que não vai te impedir de ver furos na teoria do livro. Várias pessoas que leram concordaram que esse primeiro livro da trilogia tem um caráter mais introdutório e passado o marco inicial da escolha de Tris, você nem vai perceber quantas folhas você leu.
Na verdade, uma vez que a leitura embala e o leitor se pega envolvido com essa protagonista forte que é a Tris, o tempo voa e a gente quer mais história! Algumas Paisagens dos Medos (eu não vou explicar isso porque é algo que eu realmente acho que vale a pena você ler para descobrir) são incríveis e eu arrisco dizer que eu queria passar por aquela experiência!
Muita gente tem rotulado ele como o próximo "Jogos Vorazes", e é completamente compreensível...existem similaridades, principalmente se você terminou de ler um e partiu direto para o outro sem tomar fôlego. Mas o fato é que são histórias diferentes. 
Para quem gosta de comprar os livros em inglês, saiu em julho uma nova edição exclusiva da Barnes and Noble. Ela contém dezesseis páginas com a História das Facções que revelam uma compreensão mais profunda da vida cotidiana no mundo de Divergente. 
Ainda em 2011 a Summit Entertainment mostrou interesse em produzir um filme baseado no livro. Divergente estréia em 2014 sob a direção de Neil Burger e com Shailene Woodley (Beatrice "Tris" Prior), Theo James (Four), Jai Courtney (Eric) e Zoë Kravitz (Cristina). 
Confira o primeiro trailer aqui.

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